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Esperanto

Esperanto, uma Língua para União dos Povos

Idioma criado por Zamenhof, judeu polonês, quando adolescente foi projetado devido a tristeza que sentia ao ver o relacionamento entre os povos que habitavam sua pequena Bialistoque, pontilhada por desentendimentos constantes entre russos, alemães, polacos e judeus. Tais desmandos o fizeram acreditar que se houvesse um idioma comum entre eles passariam a ver-se uns aos outros como iguais. Em contrapartida a igualdade estabeleceria a harmonia esquecida.

Filho de pai poliglota, Zamenhof dominava alguns idiomas e criou a nova língua a partir dos radicais mais usados nas diversas línguas somado à simplicidade de 16 regras gramaticais e à fonética absolutamente clara e precisa. Concluída a língua escreveu o livro Internacia Lingvo do Dr. Esperanto. Assinava o simulado autor como Dr. Esperanto cujo pseudônimo - aquele que tem esperança -, acabou por batizar o idioma enquanto ao título do livro cabia revelar a proposta de uma língua comum a todos os seres humanos.

Que o esperanto não seja a substituição da língua materna mas que sirva como uma segunda língua. Uma língua que, por não ser originária de país ou de povo algum, não se impõe por colonização, não se impõe pelo sangue derramado de um povo sobrepujado por outro. Uma língua que não se impõe ao sabor de oscilações e critérios políticos ou econômicos, mas uma língua que não tendo pátria pertence por isso mesmo à humanidade. Uma língua feita apenas para que a compreensão instale-se para sempre entre os homens. Em que todos não sendo falantes nativos sejam aprendizes; onde todos a falem com igualdade de condições. Uma língua que, antes de tudo, representa a filosofia maior, a de união dos povos, das etnias e das pessoas em suas pequenas e grandes estórias.

Assim pensou Zamenhof.

A ideia alastrou-se pelos amigos e os jovens adolescentes punham-se a conversar, a utilizá-la. Zamenhof a via acontecendo. Formou-se médico para atender o desejo do pai preocupado com o filho visionário, mas concomitantemente ao estudo de sua profissão continuou a aperfeiçoá-la. Casado, teve no sogro, comerciante, um cúmplice que se responsabilizou pela publicação das edições bilíngues feitas por Zamenhof e espalhadas pelo leste europeu. Muitos foram sendo tocados pelo novo pensamento e o movimento esperantista organizou seu primeiro congresso no qual a presença de participantes de vários países comunicando-se fluentemente em esperanto demonstrou ao seu autor a veracidade de seu ideal.

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