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Esperanto

Brilhem todas as Línguas com Direitos Iguais! Por uma comunicação multilingüística e com direitos iguais na Europa.

Título Original: Brilu ĉiu Lingvo Samrajte!
Subtítulo: Por Multilingveco kaj Egalrajta Komunikado en Eŭropo.
Autor: Gados László - Budapeste, 2001.
Editora: Humana Eŭropa Asocio - PLU. Gráfica: Gura Zalaegerszeg.

Tradução do Esperanto para o Português com permissão do autor:
Carlos Alberto G. Silva. RJ, 27 de maio de 2006.

Notas do Autor

Esta página contém apenas as Notas referentes ao texto Brilhem todas as Línguas com Direitos Iguais. O texto principal e as notas foram desmembrados para não deixar o arquivo muito longo.

[1] Deme László: Az anyanyelvészet fogalma és társadalmi feladatai [O conceito e as tarefas sociais da lingüística a respeito da língua materna] No volume (red. Glatz Ferenc): A magyar nyelv az informatika korában [A língua húngara na era da informática] Budapest, 1999.

[2] Deste modo agiu, por exemplo, o francês Dr. Claude Roŭ, que recusou-se a escrever seus trabalhos em inglês e, por causa disto, têm muitos problemas, entretanto, ele mantém esta postura.

[3] Em 5 de setembro de 2000, o Parlamento Europeu discutiu o relatório de Christopher Heaton. O relatório foi um estudo da Comissão no qual examinaram a situação sócio-econômica dos estudantes do programa Erasmus o qual possibilita um período de estudos em outro país durante menos de um ano. A maior parte dos estudantes querem estudar na Grã-Bretanha ou na Irlanda; por exemplo, Grécia, Noruega e Portugal conseguem atrair somente poucos estudantes. (Por causa de evidentes motivos lingüísticos - diz o relator). Além disso, todo ano, o Programa Erasmus atinge somente 1% dos estudantes (80.000) em vez dos 10% almejados. Pode ser lido em:
http://www.europa1.eu.int/committees/cult/meetdocs/20000712/386394en.doc
[Segundo [europa] Digest Nº 93]

[4] Em 5 de junho de 2000, Michel Barnier, o membro da Comissão francesa, responsável pela reforma das instâncias européias respondeu às perguntas através da Internet. Vide:
http://europa.eu.int/comm/chat/barnier1/index_eu.htm
[Segundo [europa] Digest Nº 64]

[5] "O instrumento mais potente, através do qual a União Européia estimula inovações nas empresas européias, consiste nos programas de P&D (pesquisa e desenvolvimento), preparados conforme o quadro de programas plurianuais: atualmente está se desenvolvendo a 4a edição deste programa, (...) Uma enquete feita em 1995 com 927 empresas de pequeno e médio porte (segundo as definições da União Européia, eram empresas de pequeno e médio porte (PME) aquelas com menos de 250 funcionários, que não são controladas por empresas maiores) deu o seguinte resultado: 67% delas não apresentam pedido para obter financiamentos europeus por causa de problemas lingüísticos. [Innovation & Tecnhnology Transfer, número especial , dezembro de 1996, p. 7.] / (...) Os projetos de pesquisa, que serão submetidos para pedir financiamento, podem estar redigidos, em princípio, em qualquer uma das línguas oficiais faladas na União; (...) Entretanto (...) está explicitamente postulado, que o resumo técnico da proposta seja formulado em inglês. (...) já se difundiu o sentimento de que uma proposta não completamente redigida em língua inglesa (ou no máximo em língua francesa) não receberá a atenção que merece e, muito dificilmente, atravessará o crivo, mesmo que ela seja tecnicamente digna de amparo. As grandes empresas passam facilmente por esta dificuldade: elas certamente podem adquirir em seu interior um serviço de tradução de alto nível; isto já não é verdadeiro para as PME agindo em países com uma língua "de menor status" as quais, por conseguinte, muito freqüentemente, simplesmente, renunciam a apresentação de seu programa." [Nicola Minnaja: La lingva problemo kaj la novigado. En: La kostoj de la Eŭropa lingva [ne] komunikado, "espERAnto" Radikala Asocio, p. 43-44.]
[Nicola Minnaja: O Problema Lingüístico e a Inovação. Em: Os custos da [in]comunicação européia, Associação Radical "espERAnto", p. 43-44.]

Outro exemplo dentre vários: Em setembro de 2000 ocorreu o primeiro Concurso Europeu de Jovens Cientistas. Segundo o artigo 21 do regulamento, embora os documentos de apresentação dos participantes possam estar em qualquer uma das línguas oficiais da comunidade, os concorrentes são lembrados que a língua de trabalho do Júri é o inglês.
[http://europa.eu.int/comm/research/youngcientists/index2.htm]

[6] Hegedus József: Az idegennyelv-tanulás néhány elméleti kérdese [Algumas perguntas teóricas sobre o aprendizado de línguas estrangeiras], Modern Nyelvoktatás [Ensino Lingüístico Moderno] IV/4. 1998. dezembro, p. 16-17.

[7] Vide o seguinte manifesto:

Manifesto aos Professores do Mundo Todo

Nós, educadores de 28 países e delegados oficiais de 16 governos, reunidos na Secretaria da Liga das Nações em Gênova, fraternalmente saudamos nossos colaboradores na tarefa de iluminar as mentes dos homens.

Afirmamos nossa convicção de que a base da lastimável situação atual em que o mundo civilizado se encontra é a incompreensão e a desconfiança que separa os povos uns dos outros.

Afirmamos nossa convicção de que o único remédio contra este mal é uma educação voltada para o humanismo e para a efetivação do princípio de aproximação internacional para o qual foi criada a Liga das Nações.

Consideramos a língua auxiliar internacional Esperanto como uma das mais valiosas contribuições para a solução do problema da reconstrução mundial e afirmamos nossa convicção de que ela ao lado das línguas nacionais culturais deve tornar-se parte do programa educacional em todos os países civilizados.

Desejamos apresentar a vocês os resultados da nossa experiência no ensino do Esperanto em várias escolas diferentes.

Constatamos que o Esperanto é suficiente para o uso prático como língua internacional para todos os fins falados ou escritos em que se necessita de uma língua; além disto, ele possui qualidades notáveis que provam seu valor como instrumento educativo.

Ele vale como auxílio para o correto uso da língua pátria. Isto se evidencia pela melhora da pronúncia e dicção da língua materna, melhor seleção de palavras, conhecimento mais preciso do significado das palavras e uma compreensão mais clara dos princípios gramaticais.

O Esperanto facilita o aprendizado de línguas modernas e clássicas, facilitando a tarefa do professor e economizando tempo dele já que esclarece as formas gramaticais, fornecendo radicais de palavras internacionais e habituando a mente do estudante a exprimir-se em mais de uma língua.

Segundo nossa opinião, o Esperanto deve ser ensinado às crianças como primeira língua após a materna e apresentado já no programa de ensino de primeiro grau. Ele proveria ao estudante, que deve sair cedo da escola, o conhecimento suficiente de duas línguas práticas e usáveis. Ele mostraria, se aqueles que entraram no ensino de segundo grau, possuem capacidade para um aprendizado maior de línguas, e ele remeteria-os para esse aprendizado com as mentes preparadas para isto. Ele possibilitaria, assim, uma economia de tempo e melhores resultados num aprendizado profundo de línguas. Estudantes com pouca propensão ao aprendizado de línguas poderiam se dedicar a estudos mais convenientes.

Nós constatamos que o conhecimento do Esperanto despertou em nossos estudantes um conhecimento mais real e uma estima por geografia, história mundial e até mesmo educação moral; um maior e mais simpático interesse em relação aos povos estrangeiros, a respeito de seus costumes, literatura e arte. O Esperanto educa as crianças para um mundo pacífico e aprofunda nelas o ideal da Liga das Nações. Isto efetiva-se principalmente pelo intercâmbio de cartas, cartões postais ilustrados e desenhos entre crianças de diversos países, pela leitura de revistas internacionais em Esperanto e pelo estudo de literatura estrangeira. Os estudantes podem corresponder-se já após alguns meses de estudo. A vantagem moral desta correspondência internacional é enorme.

Por meio de duas horas de aula semanais, os estudantes podem adquirir, em um ano, um conhecimento prático da língua que em qualquer outra língua não seria possível atingir em três anos.

Nós submetemos este manifesto à consideração séria de vocês, e cordialmente lhes recomendamos acelerar o ensino do Esperanto em seus países, não somente por causa da sua utilidade para o comércio, ciência e outras áreas da atividade internacional, mas também por seu valor moral para as relações fraternas entre os povos do mundo que é o verdadeiro objetivo da Liga das Nações.

Gênova, 20 de abril de 1922.
[Conforme a Metodologia de Esperanto do Dr. István Szerdahelyi]

[8] Parte do resumo do relatório do chefe de secretaria:

"Da enquete realizada pelo secretariado geral conforme decisão da segunda reunião, da Liga das Nações, resulta que:

1. Deixando de lado a pergunta a respeito de uma língua diplomática, parece ser fortemente sentida a necessidade de uma língua auxiliar para as relações internacionais.

2. A maioria das corporações cientistas eminentes ou comerciais que estudaram o problema declararam-se favoráveis a uma língua neutra e simplificada que de nenhum modo viole o prestígio centenário das línguas literárias nacionais e, geralmente, recomendam o Esperanto.

3. O Esperanto parece ser de fato uma das mais perfeitas, provavelmente, a mais simples e, em todos os casos, a mais simples das línguas convencionais propostas.

4. O Esperanto é apto para desempenhar o papel de língua internacional auxiliar, e um abundante uso escrito e falado confere a ele as qualidade de uma língua viva e flexível, já desenvolvida e apta para continuar enriquecendo-se.

5. O Esperanto é ensinado quer obrigatoriamente, quer opcionalmente em escolas públicas, elementares ou de ensino médio de 17 nações conforme artigos legais, decretos ministeriais ou decisões de prefeitos.

6. Experiências realizadas provam que o Esperanto é muito mais fácil de aprender, porque crianças européias e americanas o aprendem em um ano através de duas horas semanais e crianças do Extremo-Oriente em dois anos com o mesmo número de lições semanais, enquanto eles precisam de seis anos de estudo com 4 a 5 horas semanais para adquirir outra língua européia. Para os adultos o tempo necessário é mais curto: 25 a 40 lições geralmente são suficientes.

7. Esperanto não sobrecarregaria os programas de ensino e não concorreria com as línguas culturais nacionais porquê a experiência demonstra que ele, ao contrário, ajuda a estudá-las e faz ganhar tempo como uma introdução lógica ao latim, grego e línguas modernas.

8. As diretorias de ensino que instruem o Esperanto, gostariam que sua estabilidade fosse garantida por um reconhecimento internacional possibilitando a uma Academia Esperantista inspecionar o crescimento normal da língua enquanto mantém sua unidade. (...)"

[Conforme Metodologio de Esperanto do Dr. István Szerdahelyi]
(Metodologia de Esperanto).

[9] Esses fatos baseados em fontes autênticas foram detalhadamente descritos por Ulrich Lins em seu livro: La danĝera lingvo. Studo pri la persekutoj kontraŭ Esperanto. Eldonejo: Progreso. (A Língua Perigosa. Estudo sobre as perseguições contra o Esperanto. Editora "Progreso".)

[10] A revista Esperanto na introdução da pergunta cita uma expressão de Edith Cresson, membro da Comissão daquela época. Eis:

"Em nome da Comissão, recentemente (17 de maio, resp. 31 de maio de 1995) Edith Cresson respondeu negativamente às perguntas dos parlamentares europeus Marie-Paule Kestelijn-Sierens kaj Marianne Thyssen, ambas a respeito de projetos de ensino experimental do Esperanto. Cresson argumentou que a tarefa da Comissão era amparar as línguas e as culturas dos Estados-Membros, não o Esperanto, porquê nele falta a riqueza e a cultura histórica de uma língua natural. Segundo ela a Comisão opina que o uso de uma língua neutra poderia conduzir a uma perda de tradição e identidade..."

Esperanto, nº 1079 (3), março de 1996. p. 43. (Além disto, como posteriormente, tornou-se público, Ela também tratou outras coisas muito arbitrariamente, também, por causa das quais a Comissão precisou abdicar.

[11] Da resposta de Lionel Jospin de 14 de abril de 1995 a Jean-Paul Colnot. Apresentada por Lucien Bourgois na Debrecena Bulteno nº 103, p. 4-5. [Boletim de Dezembro]

[12] Extraído dos documentos da Assembléia Nacional em resposta a Claude Gaillard. Apresentada por Lucien Bourgois na Debrecena Bulteno nº 103, p. 5.

[13] Em 5 de junho de 2000, o francês Michael Barnier, membro da Comissão, responsável pela reforma das instâncias européias respondeu pela Internet às perguntas. [http://europa.eu.int/comm/chat/barnier/index_eu.htm],
[Conforme [europa] Digest nº 64]

[14] Resenha de Livro: Jacques Derrida: A másik egynyelvusége, avagy az eredetprotézis [O monolinguismo do outro, ou a prótese de origem], Jelenkor Kiadó, Pécs, 1997 (Györi Anna) Em: Modern Nyelvoktatás [Moderno Ensino de Línguas] IV/4. 1998. dezembro, p. 68.

[15] Ulrich Lins: La danĝera lingvo [A Língua Perigosa], Editora "Progresso", p. 63.

[16] Citou Ulrich Lins en La danĝera lingvo, p. 65. (veja nota 9).

[17] Desde 1918 vários experimentos escolares provaram que o aprendizado do Esperanto como primeira língua estrangeira facilitou muito significativamente aos estudantes o aprendizado de mais línguas e inclusive uma melhor compreensão do sistema da língua materna. Em fevereiro de 2000, um grupo de trabalho apresentou o projeto Neighbour ao Parlamento Europeu para essas experiências escolares.

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